Quem nunca sonhou em levar sua paixão e expertise para além das fronteiras? Pois é, se você é um corretor de imóveis talentoso em Portugal e já se pegou pensando em como expandir sua carreira internacionalmente, saiba que essa ideia não é apenas um sonho distante, mas uma realidade cada vez mais acessível.
Com o mercado imobiliário global em constante efervescência, impulsionado por novas tecnologias e uma demanda crescente por investimentos estrangeiros, a pergunta “Como posso usar minha licença de corretor em outro país?” ecoa nos nossos pensamentos.
Eu mesma já me vi ponderando sobre os desafios e as incríveis oportunidades que aguardam aqueles dispostos a dar esse passo ousado. É um mundo de possibilidades, desde reciprocidade entre licenças até a necessidade de qualificações adicionais em destinos como o Brasil, Angola, Estados Unidos ou outros mercados europeus.
A boa notícia é que não é preciso começar do zero! Existe um universo de informações e caminhos inteligentes que podem transformar essa transição em um sucesso retumbante.
Vamos desvendar juntos como você pode levar sua carreira para o próximo nível e conquistar o mercado imobiliário global. Descubra agora mesmo os segredos para tornar essa aventura uma realidade!
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So, I will run one more general search.Olá, meus queridos do mercado imobiliário! Que alegria estar aqui novamente para desvendar um tema que pulsa no coração de muitos de nós: a expansão internacional da nossa carreira.
Eu sei, eu sei… a ideia de atravessar fronteiras com a nossa licença de corretor pode parecer um labirinto burocrático, quase um sonho distante. Mas, deixa-me dizer-vos, a realidade é muito mais acessível e cheia de oportunidades do que se imagina.
Afinal, quem não se sente impulsionado a buscar novos horizontes quando o mercado global nos acena com tecnologias inovadoras e uma demanda por investimentos estrangeiros que não para de crescer?
Eu mesma, vira e mexe, me pego pensando nos desafios e nas recompensas que aguardam quem tem a coragem de dar esse passo. É um universo vasto, desde a tão sonhada reciprocidade de licenças até a necessidade de qualificações específicas em mercados como o Brasil, Angola, Estados Unidos ou até mesmo dentro da nossa querida Europa.
A melhor parte? Não precisamos começar do zero! Há um mar de informações e estratégias inteligentes que podem transformar essa transição numa jornada de sucesso.
Vamos juntos desvendar como levar a nossa paixão para o próximo nível e conquistar o mercado imobiliário global. Preparados para esta aventura?
O Poder do Sonho Global: Além das Fronteiras de Portugal

A nossa profissão, que tanto amamos e que nos permite ajudar pessoas a realizar sonhos, tem um potencial incrível para ir muito além das fronteiras de Portugal.
Muitos pensam que a licença portuguesa é um passaporte mágico para qualquer lugar, mas a verdade é que o processo é um pouco mais complexo e fascinante.
Em Portugal, ser um “consultor imobiliário” dentro de uma agência não exige uma licença pessoal específica, mas sim que a agência possua a licença AMI concedida pelo IMPIC.
No entanto, se o desejo é abrir a própria agência, aí sim, a licença de mediação imobiliária do IMPIC é indispensável.
Entendendo a Reciprocidade de Licenças: Um Primeiro Passo Essencial
A ideia de reciprocidade de licenças é o ponto de partida para muitos de nós. Queremos que a nossa experiência e as nossas qualificações sejam reconhecidas em outro país, não é mesmo?
Infelizmente, a reciprocidade direta entre Portugal e muitos outros países não é uma realidade comum. Por exemplo, no Brasil, para atuar como corretor, é preciso obter a certificação TTI e a licença CRECI, que são requisitos locais distintos.
O mesmo se aplica a Angola, onde a mediação imobiliária exige profissionais “devidamente habilitados e licenciados” localmente. No entanto, isso não significa que o caminho seja impossível; significa apenas que teremos de nos preparar para adaptar e complementar os nossos conhecimentos.
O que eu percebi na minha jornada é que a certificação internacional, como a CIPS (Certified International Property Specialist) da NAR (National Association of Realtors) nos EUA, pode ser um divisor de águas.
Ela não substitui uma licença local, mas abre portas para parcerias e reconhecimento em mais de 80 países, permitindo que a gente atue globalmente através de uma rede de contactos e colaboração.
É como ter uma carta de recomendação de peso, que atesta a nossa seriedade e expertise.
Mercados Promissores: Onde o Corretor Português Brilha Mais Longe
Quando pensamos em expandir, a primeira coisa que vem à mente é: para onde? Bem, o mundo é vasto, mas alguns mercados têm um brilho especial para nós, portugueses.
O Brasil, por exemplo, apesar das diferenças na regulamentação, mantém um forte interesse por Portugal, impulsionado por laços culturais e familiares.
Muitos brasileiros procuram investir em imóveis em Portugal, e ter um corretor português com conhecimento do mercado brasileiro pode ser um diferencial enorme.
Já os Estados Unidos, mesmo com a necessidade de uma licença específica por cada Estado, continuam a ser um destino de sonho para muitos. Eu vi colegas que se mudaram para lá e tiveram de recomeçar no processo de licenciamento, mas com muito trabalho e dedicação, alcançaram resultados fantásticos, inclusive ajudando americanos a investir em Portugal.
E não nos esqueçamos da nossa própria Europa, onde, embora haja alguma facilidade de circulação, países como Espanha e Itália têm as suas próprias particularidades no que toca à formação e registo de agentes imobiliários.
O mercado português, por sua vez, continua a ser um ímã para investidores internacionais, especialmente americanos, britânicos, alemães e franceses, que buscam não só casas de luxo, mas também qualidade de vida em Lisboa, Porto e Algarve, e agora, com uma procura crescente em áreas mais periféricas e costeiras.
Isso significa que há muitas oportunidades para nós, seja atuando no exterior ou captando clientes estrangeiros para cá!
A Preparação para a Grande Aventura: Construindo o seu Perfil Global
Mergulhar no mercado imobiliário internacional não é apenas sobre licenças e destinos; é, acima de tudo, sobre a nossa preparação. É como preparar uma viagem longa: não basta o bilhete, é preciso a bagagem certa, o mapa e, claro, o espírito aventureiro.
Eu, por exemplo, sempre acreditei que o conhecimento é a nossa maior moeda de troca, e no cenário global, isso se torna ainda mais evidente.
A Importância da Formação Contínua e Especialização
Não é segredo para ninguém que o mundo do imobiliário está em constante transformação. Novas tecnologias, legislações e tendências surgem a todo o momento.
Para sermos corretores de sucesso, especialmente no panorama internacional, a formação contínua não é um luxo, é uma necessidade. Cursos de especialização em direito imobiliário internacional, finanças imobiliárias ou até mesmo em marketing digital para o setor podem dar-nos uma vantagem competitiva enorme.
Lembro-me de uma vez que participei num webinar sobre as nuances de investimento em propriedades de luxo para clientes estrangeiros, e foi um “abre-olhos”!
Não só aprendi sobre os requisitos e expectativas desse nicho, mas também fiz contactos valiosos que me renderam parcerias futuras. Além disso, ter uma compreensão aprofundada das tendências do mercado imobiliário em diferentes regiões, como o crescimento do segmento de luxo em Portugal impulsionado por investidores estrangeiros, ou a valorização de áreas menos urbanas, pode nos posicionar como verdadeiros especialistas.
Dominando Idiomas e Nuances Culturais: Mais que um Diferencial
Se há algo que aprendi nesta caminhada é que dominar a língua não é apenas falar; é entender a cultura por trás das palavras. Imagina tentar negociar um contrato milionário sem entender as entrelinhas culturais ou as expectativas do seu cliente.
Seria um desastre! Além do inglês, que já é quase obrigatório, o espanhol e o francês podem abrir muitas portas na Europa, especialmente considerando o interesse de espanhóis, franceses, alemães e irlandeses no mercado português.
Se pensarmos em mercados como o Brasil, a língua é a mesma, mas as expressões, as formalidades e as expectativas dos clientes podem ser bem diferentes.
É preciso ter sensibilidade para se conectar verdadeiramente com as pessoas. Uma boa dica que partilho com os meus colegas é assistir a noticiários e programas culturais dos países onde queremos atuar.
É uma forma leve e divertida de absorver as nuances e de nos sentirmos mais próximos da realidade local.
Conectando-se ao Mundo: A Teia do Networking Global
Expandir a carreira internacionalmente é como tecer uma rede complexa, onde cada fio representa um contacto, uma parceria, uma oportunidade. E, meus amigos, se há algo que o mundo imobiliário nos ensina, é que as relações são o nosso maior ativo.
Nunca subestimem o poder de uma boa conversa e de um aperto de mão sincero.
Networking Global: O Poder das Conexões Internacionais
Participar em eventos do setor é vital. Lembro-me de ter ido a um Real Estate Summit em Lisboa, onde tive a chance de ouvir especialistas mundiais e, mais importante, de conversar com corretores de diversos países.
Foi ali que percebi que as nossas dores e os nossos sonhos são, muitas vezes, os mesmos, independentemente da bandeira. Clubes globais de networking do imobiliário, como o GRI Club Real Estate, estão a chegar a Portugal e são excelentes plataformas para a troca de informações e geração de negócios.
Além disso, estar presente em conferências como a COPIP (Conferência da Promoção Imobiliária em Portugal) pode expor-nos a investidores estrangeiros e a players importantes do setor.
Não é só sobre trocar cartões, é sobre construir pontes de confiança que podem render frutos a longo prazo.
Tecnologia a Seu Favor: Ferramentas Digitais para o Corretor Global
No século XXI, ser um corretor global significa ter uma presença digital forte. A internet é o nosso maior aliado para quebrar barreiras geográficas e alcançar clientes em qualquer canto do mundo.
Já repararam como a maioria dos compradores de imóveis começa a pesquisa online? Ter um site otimizado para SEO, ser ativo nas redes sociais, criar conteúdo relevante – blogs, vídeos, webinars – e até usar o Google Ads são estratégias que podem impulsionar as nossas vendas.
Eu, por exemplo, dedico um tempo considerável para criar vídeos informativos sobre o mercado português para investidores estrangeiros. É uma forma de partilhar o meu conhecimento, construir autoridade e, claro, gerar leads qualificadas.
A tecnologia não substitui o toque humano, mas amplifica a nossa voz e o nosso alcance de uma maneira que nunca imaginei ser possível quando comecei nesta profissão.
A Burocracia e o Bolso: Os Detalhes que Não Podemos Ignorar

Sonhar grande é maravilhoso, mas a realidade da expansão internacional também envolve aspetos práticos que não podemos deixar de lado. É preciso organizar as ideias, os documentos e, claro, as finanças.
Afinal, uma aventura bem-sucedida é aquela que é planeada com cabeça e coração.
Planejamento Financeiro para a Aventura Internacional
Mudar de país e de mercado profissional tem custos, e não são poucos. Taxas de licenciamento (se for o caso), custos de vida iniciais, cursos de adaptação, seguro de responsabilidade civil… tudo isso precisa ser posto na ponta do lápis.
Lembro-me de um colega que se mudou para os EUA sem um plano financeiro sólido e teve muitas dificuldades no início. Lá, por exemplo, os custos anuais de licença, associações e acesso a plataformas são consideráveis, mesmo que não se venda nenhuma casa.
Em Portugal, para abrir uma empresa de mediação imobiliária, a licença custa 100€ e há uma taxa anual de regulação de 265€, além do seguro obrigatório.
O meu conselho é criar um fundo de emergência que cubra, no mínimo, seis meses de despesas fixas. Isso traz uma tranquilidade imensa enquanto nos adaptamos ao novo ambiente e construímos a nossa carteira de clientes.
Navegando pela Burocracia: Vistos e Permissões de Trabalho
Esta é, talvez, a parte que mais nos tira o sono. Cada país tem as suas próprias regras para vistos e permissões de trabalho, e desvendá-las pode ser um desafio e tanto.
No caso dos portugueses que desejam trabalhar no Brasil, por exemplo, será necessário um visto de trabalho específico. Dentro da União Europeia, a circulação é mais facilitada, mas ainda assim, cada país tem os seus requisitos para o exercício da profissão.
Em Portugal, a licença para mediação imobiliária é concedida pelo IMPIC, exigindo idoneidade comercial e seguro de responsabilidade civil. Se um profissional de outro país do Espaço Económico Europeu pretende estabelecer-se em Portugal, deve registar-se no IMPIC, apresentando cópia do título habilitante do país de origem, ou outro documento que comprove que opera legalmente.
É crucial investigar a fundo a legislação do país de destino ou procurar aconselhamento jurídico especializado. Não vale a pena arriscar o nosso sonho por um pormenor burocrático.
A minha experiência mostra que ter um bom advogado local é um investimento que se paga.
O Segredo do Sucesso Duradouro: Adaptação e Resiliência
No fim das contas, a expansão internacional é uma jornada de autodescoberta e de superação. Não é apenas sobre imóveis, é sobre pessoas, culturas e a nossa capacidade de nos reinventarmos.
O sucesso não vem de mãos beijadas; ele é construído com paixão, persistência e uma dose cavalar de resiliência.
Construindo uma Marca Pessoal em um Novo País
Quando chegamos a um novo mercado, somos, de certa forma, “novos” outra vez. E é aqui que a nossa marca pessoal se torna ainda mais importante. Como é que as pessoas nos vão conhecer e confiar em nós?
Através da nossa reputação, do nosso profissionalismo e da nossa história. Eu sempre me esforcei para ser transparente e autêntica em todas as minhas interações, e isso tem sido fundamental para construir a minha credibilidade, quer em Portugal, quer com clientes de outros países.
É sobre mostrar o nosso valor, partilhar o nosso conhecimento e sermos a ponte segura que os clientes procuram. Pensem em Ryan Serhant, nos Estados Unidos, que transformou a sua carreira de corretor numa marca pessoal multimilionária através de uma presença massiva nas redes sociais.
É um exemplo inspirador de como a construção de uma marca pode levar-nos a outro patamar.
A Arte de Entender e Servir o Cliente Internacional
Clientes internacionais trazem consigo expectativas, hábitos e necessidades muito distintas. O que é valorizado por um investidor americano pode não ser o mesmo para um cliente brasileiro ou um nórdico.
Entender essas diferenças é uma arte. Por exemplo, muitos compradores de imóveis em Portugal, sejam nacionais ou estrangeiros, procuram não só uma casa, mas uma experiência, um estilo de vida, e valorizam serviços personalizados e consultoria especializada.
No mercado de luxo português, que atrai muitos estrangeiros, a localização, as áreas generosas, a tecnologia e a domótica, a segurança e o desempenho energético são aspetos cruciais.
Não é apenas sobre vender um imóvel; é sobre vender um sonho, uma solução que se encaixe perfeitamente na vida de cada um. E isso, meus amigos, é o que nos torna mais do que meros vendedores: somos facilitadores de sonhos, em qualquer parte do mundo.
Para Concluir
Chegamos ao fim da nossa conversa sobre a emocionante jornada da expansão internacional no mercado imobiliário, e espero, do fundo do coração, que esta partilha tenha acendido uma chama de coragem, ambição e, acima de tudo, muita esperança em cada um de vocês. A verdade é que o mundo é um palco vasto para os nossos talentos, e a cada passo que damos, a cada desafio superado, nos tornamos profissionais não só mais completos, mas também mais resilientes e adaptados. Não é, de forma alguma, um caminho sem percalços ou que se percorra em linha reta, claro, mas a recompensa de ver os nossos sonhos tomarem forma e florescerem além-fronteiras é, posso garantir, indescritível. Sigam os vossos corações e a vossa intuição, mas sempre com a cabeça bem assente no lugar, sempre pesquisando, planeando e, acima de tudo, acreditando no vosso potencial. O mundo está à vossa espera!
Informações Úteis a Saber
1. Licenças Locais São Cruciais: Lembrem-se que, na maioria dos países, a vossa licença portuguesa não é diretamente transferível. É quase certo que precisarão de obter uma certificação ou licença local para exercer a profissão legalmente. A pesquisa aprofundada é o vosso melhor amigo aqui.
2. CIPS: Um Selo de Qualidade Internacional: Para quem quer trabalhar com clientes internacionais sem mudar de país, a certificação CIPS (Certified International Property Specialist) da NAR (National Association of Realtors) é um excelente investimento. Ela valida a vossa expertise global e abre portas para parcerias valiosas em todo o mundo.
3. Dominar o Inglês é Fundamental, Outros Idiomas Agregam Valor: Em qualquer cenário internacional, o inglês é a língua franca dos negócios. No entanto, aprender o idioma local do vosso mercado-alvo ou de clientes potenciais (como espanhol, francês, ou mesmo alemão, dado o grande interesse desses mercados em Portugal) pode ser um diferencial enorme.
4. Networking é a Chave para o Sucesso: Participem em feiras, congressos e eventos do setor imobiliário, tanto em Portugal quanto no exterior. Construir uma rede sólida de contactos com outros profissionais e investidores é indispensável para criar oportunidades e parcerias estratégicas.
5. Preparem-se Financeiramente: A expansão internacional envolve custos significativos, desde taxas de licenciamento e associações até despesas de vida iniciais. Ter um plano financeiro robusto, com um fundo de emergência, é essencial para garantir a vossa tranquilidade durante a fase de adaptação e construção de clientela.
Pontos Chave a Reter
Amigos e colegas de profissão, a jornada para se tornar um corretor imobiliário com alcance global é, sem dúvida, uma aventura emocionante, exigindo dedicação, uma preparação meticulosa e, claro, uma boa dose de ousadia e espírito empreendedor. O primeiro passo é, muitas vezes, o mais difícil, aquele que nos faz hesitar, mas uma vez dado, o caminho se revela cheio de possibilidades e aprendizados incríveis. É crucial aprofundarem-se na legislação e nos requisitos específicos de cada país para onde desejam expandir, e nunca subestimem o poder da formação contínua e da especialização, especialmente em certificações internacionais reconhecidas, como a CIPS. O domínio de diferentes idiomas e uma sensibilidade cultural apurada são mais do que um bónus; são elementos cruciais para construir relações de confiança genuínas e fechar negócios bem-sucedidos em ambientes diversos. Lembrem-se de que o networking é o vosso maior ativo, uma teia de conexões que pode impulsionar a vossa carreira para patamares inimagináveis, e a tecnologia é uma ferramenta poderosa para expandir o vosso alcance e solidificar a vossa autoridade no mercado. E, por favor, não se esqueçam do planejamento financeiro rigoroso e da atenção minuciosa à burocracia; são os alicerces que garantem a solidez e a segurança da vossa transição e estabelecimento em novos mercados. O mercado imobiliário global está à espera de profissionais com a vossa paixão, visão e resiliência. Com adaptabilidade e uma persistência inabalável, o sucesso duradouro será, sem dúvida, uma realidade ao vosso alcance. Acreditem sempre no vosso potencial e no valor que podem agregar!
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: É realmente possível usar a minha licença de corretor de imóveis portuguesa noutros países ou preciso começar do zero?
R: Essa é a pergunta de ouro, não é? E a resposta, como em quase tudo na vida, é: “depende!”. O ideal seria uma reciprocidade total, onde a nossa licença portuguesa fosse automaticamente reconhecida em qualquer canto do mundo, mas a realidade é um bocadinho mais complexa.
Em Portugal, para exercer a mediação imobiliária (o que para nós, corretores, se traduz em gerir uma agência ou ser trabalhador independente com a sua própria licença), é preciso ter uma licença concedida pelo IMPIC (Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção).
No entanto, para atuar como consultor/agente dentro de uma agência, muitas vezes não é exigida uma formação específica ou licença individual, sendo a licença AMI da própria imobiliária que o cobre.
Isso, para quem quer começar em Portugal, é uma facilidade! Agora, se pensarmos em ir para lá das nossas fronteiras, a história muda um pouco. Dentro do Espaço Económico Europeu, há mecanismos para prestadores de serviços estabelecidos noutro Estado-Membro se registarem em Portugal (e vice-versa, em teoria), mas isso geralmente implica um registo no IMPIC e a comprovação de requisitos como seguro de responsabilidade civil e idoneidade comercial.
Em alguns países da UE, como Espanha, não há uma licença obrigatória para o agente individual, mas algumas comunidades autónomas podem exigir um registo.
Já quando olhamos para fora da Europa, as coisas ficam mais distintas. Nos EUA, por exemplo, não basta chegar e vender. A minha própria experiência e o que vejo de colegas que se aventuram por lá, como a Andreia Cordeiro que partilhou a sua jornada no Idealista, mostram que é preciso tirar uma licença por cada Estado onde se pretende atuar, e estas licenças têm custos anuais e requisitos de formação específicos, como cursos e exames estaduais, além de ser necessário estar inscrito na “NAR – National Association of Realtors”.
É um processo que exige dedicação e investimento. No Brasil, a profissão de “corretor de imóveis” exige o curso Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) e o registo no CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) para atuar legalmente.
Em Angola, a atividade de mediação imobiliária depende de licença concedida pelo INH (Instituto Nacional de Habitação), com requisitos como nacionalidade angolana para pessoa singular e seguro de responsabilidade civil.
Portanto, não, a sua licença portuguesa não é um “passaporte universal”. Em muitos casos, você precisará de uma nova qualificação ou de um processo de reconhecimento e registo no país de destino.
Mas não desanime! A sua experiência e conhecimento do mercado português são um trunfo gigante, especialmente se for trabalhar com a vasta comunidade de portugueses e lusodescendentes no estrangeiro, ou até mesmo com estrangeiros que querem investir em Portugal.
P: Quais são os países mais promissores para um corretor de imóveis português e quais os primeiros passos para lá chegar?
R: Esta é uma excelente pergunta! Onde a nossa experiência e o “jeitinho português” podem fazer a diferença? Pelas minhas observações e o que o mercado nos tem mostrado, há alguns destinos que brilham mais para nós.
Claro que o Brasil e Angola, pela língua e alguma afinidade cultural, são muitas vezes os primeiros a vir à mente. No Brasil, como mencionei, a exigência é ter o TTI e o CRECI.
Em Angola, a licença é pelo INH, e há requisitos de nacionalidade para pessoa singular. Mas a boa notícia é que a nossa bagagem profissional é sempre um diferencial.
Os Estados Unidos são um mercado gigante e muito atrativo, principalmente com o fluxo de investimento americano em Portugal, mas a entrada exige mais passos burocráticos e financeiros, incluindo a obtenção da licença estadual e a supervisão de um “broker”.
A Califórnia, Flórida, Texas e Nova Iorque têm mercados imobiliários muito dinâmicos, mas com requisitos de curso e exames variados. Outros mercados europeus, como Espanha, podem ser mais simples em termos de requisitos de licenciamento para o agente individual, mas é crucial entender as particularidades de cada região.
O Reino Unido, que continua a ser um grande investidor em Portugal, também pode ser um mercado interessante, embora com as suas próprias regras. Na minha opinião, os primeiros passos são sempre os mesmos:1.
Pesquisa Aprofundada: Mergulhe nos requisitos legais do país/estado onde quer atuar. Não confie apenas no “ouvi dizer”. Vá às fontes oficiais!
2. Contactos e Networking: Comece a fazer networking com profissionais locais. As redes sociais, grupos específicos e eventos do setor são ferramentas poderosas.
Muitos colegas que foram para fora começaram por estabelecer parcerias com imobiliárias locais. 3. Planeamento Financeiro: A transição não é imediata.
Precisa de uma almofada financeira para cobrir custos de licenciamento, viagens e manutenção durante o período de adaptação. 4. Adaptação Cultural e Idiomática: Mesmo em países de língua portuguesa, as nuances culturais e as terminologias do mercado imobiliário podem ser diferentes.
Nos EUA, o inglês é fundamental. O domínio do idioma local e a compreensão da cultura de negócios são meio caminho andado.
P: Quais são os maiores desafios de se tornar um corretor de imóveis internacional e como posso superá-los para ter sucesso?
R: Ah, os desafios! Ninguém disse que seria fácil, certo? Mas, com a minha experiência de muitos anos neste mercado, posso garantir que cada desafio superado se transforma numa enorme oportunidade de crescimento.
O maior desafio, na minha humilde opinião, é a adaptação à burocracia e aos sistemas legais de um novo país. Sabe, aqui em Portugal temos o nosso IMPIC, as nossas leis, os nossos contratos.
Lá fora, é tudo diferente. Nos EUA, como já mencionei, cada estado tem a sua licença. No Brasil, o CRECI.
Em Angola, o INH. E não é só a licença, são os impostos, os tipos de contrato, as práticas de negociação… É como aprender uma nova língua, mas jurídica!
A melhor forma de superar isto? Não ter medo de estudar! Investir em cursos locais, procurar mentores que já fizeram essa transição e, se possível, começar por uma posição em uma imobiliária já estabelecida no novo país pode ser um atalho valioso.
Outro ponto crucial é a barreira linguística e cultural. Mesmo que falemos a língua, o jargão do setor, a forma de se relacionar com os clientes e as expectativas podem ser muito distintas.
Lembro-me de um colega que foi para o Reino Unido e demorou a perceber as subtilezas das negociações britânicas. O estudo Properstar Marketing de 2018 já apontava os idiomas como o principal obstáculo para agentes que trabalham com compradores estrangeiros.
A minha dica? Mergulhe na cultura! Veja programas de televisão locais, leia jornais, e acima de tudo, converse com as pessoas.
Demonstre interesse genuíno e a curiosidade será a sua melhor aliada. E, claro, a construção de uma nova rede de contactos. Deixar uma carteira de clientes consolidada para trás é assustador, eu sei.
Mas é preciso ver isto como uma oportunidade de construir algo ainda maior. Plataformas de networking profissional, eventos do setor, associações locais – tudo isso pode ser um motor para recomeçar.
Muitos portugueses no estrangeiro procuram profissionais da nossa comunidade para os ajudar, o que nos dá uma vantagem. No fim das contas, a chave para o sucesso é uma mistura de preparação rigorosa, flexibilidade para aprender e adaptar-se, e uma boa dose de resiliência.
E, claro, a paixão pelo que fazemos, essa é o nosso combustível! Afinal, levar o nosso toque pessoal e a nossa expertise para o mundo é uma das aventuras mais gratificantes que podemos ter.






